Boyhood


Acho que só eu nao tinha visto ainda este filme. E nem ele é um filme escondido. Mas, vamos lá.
Boyhood é um experimento de arte, é um filme experimento. Tudo que conceitualiza sua existência está mais fora da tela do que nela. Como boa parte da arte contemporânea, é o processo que torna a obra bem interessante.
O diretor demorou 8-10 anos, nao sei ao certo e estou com preguiça de procurar no google, para fazer o filme e usou os mesmos atores. Aquilo que nas séries que duram várias temporadas e tem personagens crianças e/u adolescentes é o tormento dos procutores, pq os atores crescem. Aqui o diretor usou isso como virtude, como prova do processo de passagem do tempo, tanto no filme como fora dele. A história do filme é a história das vidas nossas, com acontecimentos que podem acontcer, ou não. Mas sem a chegada de extraterrestres, roubos milionarios ou 007 salvando o mundo. É apenas o fluir do viver na tela e fora dela.
A grande parte de quem nao gostou do filme, reclamou que no filme nao acontece “nada”. Pq vamos ao cinema, assistimos netflix para que coisas aconteçam nos filmes e nas séries. Com assistir um filme que é igual nossa vida do lado de cá?
Mas então, pq o filme é bom?
Porque o filme investiu na forma de se fazer cinema e é esta forma que conta a história. É nessa forma de passar o tempo fora da tela também que o diretor centrou a história-nada-cotidiano. É aí que ela ganha força e vida e fica forte. Ou, como diz a garota pro garoto, Não somos nós que aproveitamos os momentos da vida, são os momentos que se aproveitam de nós.
Não sei pq, não sei explicar, mas sinto que a forma como o filme foi feito também diz isso para nós. Resta nos então, abrir os braços para a vida e abraçar os momentos e deixá-los nos levar. Hakuna Matata, isso é viver.

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