Macho


Filme mexicano com visual exagerado. Algo assim como uma das comédias do Almodovar, mas sem o peso artístico e simbólico. Como se o Daniel Filho fizesse um remake de Mulheres a beira de um ataque de nervos.
Sou péssimo para rir em comédias. Não acho graça, de rir, nem no chaves, trapalhões e nem no woody allen. Mesmo gostando, é dificil eu achar uma graça de rir. Por isso, sinceramente não sei se este filme é engraçado. Que ele foi feito para rir, tenho certeza, mas se conseguiu seu objetivo, não sou capaz de opinar. As interpretações são exageradas, caricatas, ok, estamos num filme mexicano, não nos esqueçamos. Mas poderia bem ser uma comédia brasileira destas da globo filmes com artistas globais.
Porém, a história do filme, com certeza filha bastarda do filme Shampoo do Warren Beaty, é por si só, inetressante. Criador de alta moda espalhafatoso e abertamente gay, na verdade é heterossexual e finge ser gay porque ser hetero nao cai bem no mundo da moda. A maneira como a trama se desenvolve é legal e achei bem satisfatória. Mas, como bem o disse antes, não achei graça. Quer dizer, ele ir numa festa disfarçado de michael jackson disfarçado tem lá uma graça. A mãe psicanalista que sempre soube que o filho era hetero, apesar de passar a infância no piniquinho e pondo roupinhas em bonecas também tem uma certa graça.
Por conta e risco de cada um. Mas nada que um botão de stop também não resolva.

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