
Um filme de história. Para mim, um filme de história é aquele que você liga os pontos e entende tudo quando acaba. É de espíritos? É psicológico? É uma trama macabra? Quando o filme termina você entende tudo. Antes de terminar você tem só dúvidas. Mas, mais importante do que isso, você tem a sensação, no decorrer do filme, que peças estão se juntando para formar a história. Você não fica perdido o tempo todo como num filme do Lynch (o que, aliás, eu adoro também).
É um filme de enredo, é um filme que Hitchcok poderia ter feito. Eu gostaria que ele tivesse feito. Um corpo que cai do penhasco. A mãe tem um loiro nos cabelos homenagem as musas do mestre do suspense. O fascínio do médico tem uma homenagem aos personagens masculinos dos filmes do mestre.
Se eu fosse da sociedade brasileira de psicanálise, com certeza, montava uma sessão com debates psicanalíticos sobre o filme. Tá cheio lá de mãe, pai e filho. Cheio de imagens, referências, símbolos, o mar, o fundo do mar, a caverna, os lábios que dizem sim.
Não dá para falar muita coisa sobre a história do menino que sofria acidentes sem spoilear o filme. Por isso, assistam! Gostem, gostem muito, gostem pouco, achem previsível, nao achem. Mas garanto que não vai passar em brancas nuvens.
